Sistema de visualização 3D agora oferece sensação de tato

4 Julho, 2007 at 5:54 pm (Ciência)

Sistema de visualização 3D com sensação de tatoA empresa japonesa NTT Comware apresentou uma nova ferramenta de visualização tridimensional, agora acompanhada pela sensação de tato que o usuário pode ter das imagens que estão sendo mostradas na tela.

Sentindo as imagens

A tecnologia, batizada de “Tangible-3D”, dispensa o uso de óculos especiais para a visualização 3D. A tela 3D, um conjunto de câmeras e atuadores, além de uma luva especial, compõem a parte do hardware.

Um software dedicado verifica o que está sendo mostrado na tela e, em tempo real, envia comandos para a luva, dando ao usuário a sensação de toque nos objetos visualizados. Quando uma mão é mostrada, por exemplo, é possível ao usuário ter a exata sensação de um aperto de mãos.

Tocando no dinossauro

O sistema ainda não permite a operação inversa, ou seja, que o usuário manipule o objeto em tempo real. Antes disso, os engenheiros querem que o sistema possibilite a visualização e a sensação de toque a partir de vários pontos da imagem.

Com isso, em um museu virtual, por exemplo, a tecnologia permitirá que vários usuários toquem ao mesmo tempo várias partes do esqueleto de um dinossauro. Ou que os alunos de uma escola de cerâmica sintam o que acontece com um vaso que está sendo construído, à medida em que o professor explica os passos necessários à sua fabricação.

Link Permanente Deixe um comentário

WiTricity – vem aí a era da transmissão de eletricidade sem fios

16 Junho, 2007 at 7:09 pm (Ciência)

WiTricity - Transmissão de eletricidade sem fiosO que poderia ser mais prático e cômodo do que os hoje indispensáveis telefones celulares, iPods e computadores de mão? Talvez telefones celulares, iPods e computadores de mão sem baterias, que pudessem receber a energia de que necessitam para funcionar da mesma forma que recebem dados e voz: sem fios.“WiTricity”

WiTricity é o termo que os norte-americanos já cunharam para uma nova tecnologia que começa a dar seus primeiros passos práticos: a transmissão de energia elétrica sem fios. O termo une o já conhecido Wi de wireless (sem fios) e a parte final de electricity (eletricidade).

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachussets começaram a testar os primeiros equipamentos capazes de transmitir energia elétrica pelo ar, sem a necessidade de fios. As experiências demonstraram a viabilidade de que aparelhos portáteis, como telefones celulares, tocadores de MP3 e até notebooks tenham suas baterias recarregadas sem a necessidade de carregadores plugados na tomada. Segundo eles, já é possível vislumbrar um momento em que esses aparelhos nem mesmo necessitarão das baterias.

Eletricidade sem fios

A equipe do Prof. Marin Soljacic conseguiu alimentar uma lâmpada incandescente de 60 Watts a uma distância de mais de dois metros, sem qualquer conexão física.

A transmissão de eletricidade sem fios não é exatamente uma novidade. A radiação eletromagnética – as ondas de rádio, por exemplo – nada mais faz do que carregar energia de lugar para outro. Mas, embora essas ondas eletromagnéticas sejam excelentes para transportar dados e voz, elas não são adequadas para transmitir uma potência que possa ser útil para a maioria dos aparelhos. O problema é que a radiação se espalha em todas as direções, desperdiçando a maior parte da energia.

Raios laser são outra opção e estão sendo utilizados, por exemplo, pelos participantes de um programa da NASA que está tentando desenvolver um elevador espacial. Mas esta opção também não é prática para aplicações do dia-a-dia. Além de exigir que o transmissor e o receptor estejam diretamente visíveis um ou outro, ela é extremamente perigosa, porque poderia incinerar instantaneamente qualquer coisa que cruze essa linha de visada.

Ressonância magnética acoplada

Já a Witricity utiliza objetos ressonantes acoplados. Dois objetos com a mesma freqüência de ressonância tendem a trocar energia de forma muito eficiente, e reagem de forma quase desprezível com os demais objetos, que possuem outras freqüências de ressonância.

Para se entender o princípio da ressonância acoplada, basta olhar para uma criança saltando em uma cama elástica. A cama elástica tem uma espécie de ressonância, do tipo mecânica, de forma que, quando a criança pressiona suas pernas na freqüência natural do balanço ela consegue capturar uma grande energia e saltar mais alto.

Já os pesquisadores do MIT utilizaram um outro tipo de ressonância: a ressonância magneticamente acoplada. Dois ressonadores eletromagnéticos se acoplam por meio de seus campos magnéticos. Eles conseguiram identificar um ponto no qual os dois ressonadores ficam fortemente acoplados mesmo quando estão a distâncias várias vezes maior do que o tamanho dos aparelhos.

“O fato de que os campos magnéticos interagem tão fracamente com os organismos biológicos é também importante por questões de segurança,” explica Andre Kurs, outro participante da pesquisa. É isto que torna a nova técnica interessante do ponto de vista prática, para uso em aplicações do dia-a-dia.

Ressonadores magnéticos

O equipamento agora apresentado consiste de duas bobinas de cobre, uma das quais é ligada à tomada. Essa unidade transmissora, ao invés de encher o ambiente com ondas eletromagnéticas, preenche o espaço ao seu redor com um campo magnético não-radioativo oscilando a uma freqüência de alguns MHz.

O campo não-radioativo serve como intermediário para levar a energia até a outra bobina, que foi projetada especialmente para ressonar com esse campo. A natureza ressonante do sistema garante que haja sempre uma forte interação entre as duas bobinas – a transmissora e a receptora – evitando interrupções na transmissão da energia.

Ao acender uma lâmpada de 60 watts, os pesquisadores demonstraram ser totalmente factível, por exemplo, a transmissão de energia em uma sala para abastecer computadores portáteis. E não apenas para recarregar suas baterias, mas para fazê-los funcionar como se estivessem ligados à rede.

Link Permanente Deixe um comentário

Nano-cola molecular consegue unir qualquer material

19 Maio, 2007 at 8:15 pm (Ciência)

Nano-cola molecular consegue unir qualquer materialPesquisadores do Instituto Politécnico Rensselaer, Estados Unidos, desenvolveram uma nova cola capaz de unir materiais que normalmente não gostam de ficar unidos. O adesivo, fruto da nanotecnologia, é construído a partir da auto- montagem de cadeias moleculares.

Nano-cola

O novo adesivo deverá impactar virtualmente todo o setor industrial, da fabricação das novas gerações de microprocessadores até a produção de energia. Uma de suas grandes vantagens é que seu poder de união das superfícies cresce à medida em que aumenta sua temperatura.

A nano-cola consiste em uma membrana que mede menos de um nanômetro de espessura – 1 nanômetro é igual a 1 bilionésimo de metro. Ela é feita a partir de um material já disponível comercialmente. O segredo para a criação da cola foi fazer um sanduíche de uma nanocamada desse material, colocando-o entre uma película de cobre e outra de sílica.

O suporte extra das duas camadas exteriores reforçou as ligações da nanocamada de uma forma que nem os cientistas esperavam, transformando-a numa super-cola. “Quando mais você a aquece, mais fortes ficam as ligações [químicas],” diz Ganapathiraman Ramanath, coordenador da pesquisa. “Quando começamos, nunca imaginamos que as moléculas se comportariam dessa maneira.

Mesmo sendo um produto da nanotecnologia a nano-cola não deverá custar muito caro, já que é feita a partir de matérias-primas disponíveis comercialmente, Os cientistas afirmam que uma bisnaga com 100 gramas poderá chegar ao mercado custando cerca de US$35,00.

Link Permanente Deixe um comentário

Universidades brasileiras auxiliam no projeto do Programa de Vocalização de Palavras em Português

12 Maio, 2007 at 1:13 am (Ciência)

Thiago Romero
Agência FAPESP
13/04/2007
Vocalização de palavras escritas em portuguêsUm novo programa de computador que dá voz de alta qualidade a palavras escritas em português encontra-se em um estágio final de desenvolvimento. A tecnologia está sendo desenvolvida pela Vocalize, empresa residente na Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da Universidade Estadual de Campinas (Incamp), e a previsão é que o primeiro protótipo do software esteja pronto até julho deste ano.

“A tecnologia para conversão de texto em fala vem sendo desenvolvida há décadas, mas somente nos últimos anos é que ela passou a ser capaz de produzir fala com alta naturalidade”, disse o engenheiro eletricista responsável pelo projeto, Edmilson da Silva Morais, à Agência FAPESP.

“Esse tipo de tecnologia, que é altamente dependente de características específicas da língua que se deseja sintetizar, tem evoluído significativamente em todo o mundo e o mercado brasileiro está começando a se interessar pelo assunto”, explica o doutor em engenharia de telecomunicações.

A tecnologia empregada pela Vocalize em seu conversor de texto em fala utiliza um banco de frases escritas e faladas, devidamente segmentadas em pequenas unidades de som que podem ser, por exemplo, um fonema ou uma sílaba. A partir dessas unidades de som, o programa sintetiza a voz humana e automaticamente transforma palavras escritas em faladas, dando ritmo e entonação semelhantes aos da voz humana.

Por meio de modelos matemáticos estatísticos, o programa é treinado para fazer uma análise sintática das sentenças e das vozes que podem ser utilizadas em cada situação. Entre as aplicações práticas da tecnologia estão sistemas para vocalização de e-mail em telefones celulares e a vocalização de notícias curtas de jornais e revistas por meio da internet.

“Além de aplicações que auxiliam na mobilidade empresarial, os deficientes visuais também serão grandes beneficiários da tecnologia”, explica o pesquisador. “O lançamento comercial do software está previsto para meados de 2009″, disse Morais.

Com apoio do Programa Inovação Tecnológica em Pequenas Empresas (Pipe), da FAPESP, o trabalho foi desenvolvido em parceria com lingüistas, engenheiros e cientistas da computação de instituições como a Faculdade de Engenharia Elétrica e Computação (Feec) e o Instituto de Estudos da Linguagem (IEL), ambos da Unicamp, e o Núcleo Interinstitucional de Lingüística Computacional (Nilc), da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos.

Link Permanente Deixe um comentário

Descoberto exoplaneta parecido com a Terra

1 Maio, 2007 at 2:59 pm (Ciência)

Descoberto exoplaneta parecido com a TerraAcaba de ser descoberto o planeta mais parecido com a Terra fora do Sistema Solar. Trata-se de um corpo celeste com cerca de cinco vezes a massa terrestre e que pode conter água. A descoberta foi feita por um grupo de astrônomos no Observatório Europeu do Sul (ESO).

Exoplaneta

O menor exoplaneta encontrado até o momento completa uma órbita em sua estrela em apenas 13 dias. Ele se encontra 14 vezes mais próximo à estrela – a anã vermelha Gliese 581 – do que a Terra do Sol. Segundo os autores da descoberta, apesar da proximidade, a existência de água e de condições que permitiriam formas de vida é possível uma vez que a estrela é menor e mais fria do que o Sol.

“Estimamos que a temperatura média dessa super-Terra esteja entre 0ºC e 40ºC, ou seja, a água estaria na forma líquida”, disse Stéphane Udry, do Observatório de Genebra, na Suíça, e principal autor do artigo que descreve a descoberta, submetido à revista Astronomy and Astrophysics para publicação.

“Além disso, como o raio do planeta é apenas 1,5 vez o da Terra, nosso estudo indicou que o planeta deve ser ou rochoso – como a Terra – ou coberto por oceanos”, disse.

A água da vida

“Água é crítica para a vida da forma que a conhecemos. E, por causa da temperatura e de sua relativa proximidade, esse planeta certamente será um alvo muito importante em futuras missões dedicadas à busca de vida extraterrestre”, disse Xavier Delfosse, da Universidade de Grenoble, na França. “No mapa de tesouro do Universo, estaríamos tentados a marcar esse planeta com um X.”

A estrela Gliese 581 é uma das cem estrelas mais próximas do Sol, localizada a 20,5 anos-luz na constelação de Libra. Tem massa de apenas um terço da do Sol. Anãs vermelhas estão entre as estrelas mais comuns na Via Láctea – das 100 estrelas mais próximas, 80 pertencem a essa classe. Como emitem menos luz, são alvos ideais para a busca de planetas de pequena massa que possam conter líquido.

Link Permanente Deixe um comentário

Governo cria site de educação ambiental, voltado para professores

28 Abril, 2007 at 2:59 am (Ciência)

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) acaba de colocar no ar o Sistema Brasileiro de Informação sobre Educação Ambiental (Sibea), voltado especialmente a educadores.

Educação ambiental

O portal permite ao educador conhecer redes em educação ambiental, obter informações e encontrar outros profissionais da área, instituições e materiais pedagógicos.

Elaborado pela diretoria de educação ambiental do MMA e pelo Instituto Stela, o Sibea faz parte do Sistema Nacional de Informação sobre Meio Ambiente (Sinima) e tem como proposta servir como ferramenta de mobilização social para o desenvolvimento e o fortalecimento de ações de educação ambiental no Brasil.

Site público

“O Sibea é um sistema público, não governamental. É de toda a sociedade. Não tenho dúvidas de que a tecnologia a ser manejada será importante fator de promoção da educação ambiental, pela capacidade de integração de todas as pessoas preocupadas com a questão”, disse a ministra Marina Silva.

“Além do baixo custo, o sistema pode ser amplamente utilizado, promovendo amplo acesso e integração das redes”, disse Claudio Langone, secretário executivo do MMA. Segundo ele, o MMA e a sociedade também devem utilizar o Sibea para aumentar o nível de interlocução do setor de educação ambiental com o conjunto das políticas ambientais do país.

“Temos pela frente o desafio de afirmar o Sibea, mas também de pensar que ele deve ser um meio não só de fortalecer a integração de educadores ambientais, mas de fortalecer a relação destes com um conjunto mais amplo da gestão da política ambiental do Brasil”, disse Langone.

Link Permanente Deixe um comentário